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Doholla

Trata-se de uma Tabla semelhante a Derbakke, porém com dimensões maiores e sonoridade mais grave. Esse instrumento, na forma tradicional, é feito em argila queimada revestido de pele de peixe ou carneiro. Já possui sua moderna versão em corpo de alumínio e revestimento em nylon.

 

Curiosamente, não existe um tamanho padrão para a confecção da Doholla; o certo é que tal instrumento deve ter uma circunferência bocal superior  ( dois tempos acima ) que a de uma Derbakke. Existem, porém, instrumentos com circunferência até três tempos acima que a de uma derbakke.

 

A Doholla é comumente usada como percussão base tanto na música egípcia quanto na libanesa. Apesar de rara até mesmo nos países árabes, a Doholla de corpo de cerâmica em alta qualidade e pele de cabra é a mais indicada para gravações, pois possui sonoridade nitidamente superior. Já em shows ao vivo, sua versão moderna torna-se a mais preferida, justamente por manter-se sempre afinada independentemente das condições climáticas.

 

Em opinião particular, Vitor Abud Hiar considera a Doholla em cerâmica e pele de cabra ideal tanto para gravações quanto para shows. Não é possível obtermos, para Vitor Abud Hiar, um perfeito som aveludado nas Dohollas em pele de poliéster. A pureza sonora na marcação rítmica e o "Dum" bastante profundo, mas sem exageros que a pele natural proporciona, torna a Doholla tradicional um instrumento cem por cento indispensável.

No Brasil a primeira Doholla fora confeccionada por Fuad Haidamus em meados de 1984, em argila e pele de cabra.