Guedra

Ritual de transe do “povo azul” do deserto do Saara, que se estende desde a Mauritânia até o Marrocos, todo o caminho até o Egito. Mas traçam místicos símbolos espalhando amor e paz, agradecendo a terra, água, vinho e fogo, abençoando todos os presentes em espírito e em realidade. É a combinada com a dança de noivado de Tissint.

 

O guedra é uma dança sagrada tuareg. Em árabe Guedra é também o nome de um pote para cozinhar, ou caldeirão, que os nômades carregam com eles por onde vão. Este pote recebia um revestimento de pele de animal, que o transformava em tambor.

 

O ritmo guedra de acordo com Morroco poderia ser comparado ao ritmo Bulerias do Flamenco, pois tem um padrão rítmico similar. Não é tradicionalmente tocado pelo derbak ou tabla, e nem possui os agudos taks que estamos acostumadas quando se trata de musica árabe para dança.

Diferente de outras danças de transe do Oriente médio, como o Zar e Hadra, não envolve o exorcismo de demônios nem tampouco a matança de animais. É puramente uma dança de purificação e felicidade.

 

Os movimentos são simples, mas como em todas as danças de transe, você precisa se soltar, e permitir o envolvimento total para que de fato a experiência tenha fundamento. A questão é que as danças de transe de fato funcionam, e induzem a um estado alterado de consciência, que pode e deve ser sentido por aqueles que a experimentam.

 

 Fonte: ventrequeencanta.com.br